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Stanilas de Guaita (1860-1897)

 

Eclético e singular personagem, desaparecido com apenas 37 anos, era apelidado, pelos jornalistas, de "marquês tenebroso". Parece que passava as noites em evocações que lhe eram sugeridas pelos velhos receituários que guardava em sua vasta biblioteca; mas, depois, seu secretário, O. Wirth, desmentiu tudo, declarando que de Guaita jamais se dedicara à magia ativa. De qualquer maneira, este ocultista francês deve certamente ser incluído entre os personagens em evidência no panorama do esoterismo ocidental. Profundo conhecedor da Cabala e do hermetismo, deixou-nos algumas obras extremamente importantes, entre as quais O templo de satanás e A serpente da gênese. De Guaita viu-se envolvido, involuntariamente, em uma "guerra de magos", travada, sem exclusão de golpes, entre os adeptos do Caminho Branco e os do Caminho Escuro. Alguns acham que sua morte deve ser atribuída justamente a essa luta, porém, na realidade, ele morreu no castelo de Alteville, sereno e lúcido; as pessoas que assistiram aos últimos instantes de sua vida, ouviram-no murmurar: "Vejo! Vejo!".

Duas palavras também sobre seu secretário. O. Wirth tornou-se um autor extremamente popular, sobretudo no campo da adivinhação. Era membro de diversas Sociedades mais ou menos secretas inclusive da Sociedade Teosófica, fundada por Mme Blavatsky. Estudou a Cabala e alquimia com dedicação e seriedade e publicou algumas obras sobre o Tarô.