
A
DIMENSÃO PERDIDA DO SEXO
A
Natureza do Orgasmo
O orgasmo tem muitas utilizações,
em magia sexual a libido ou impulso sexual não é desperdiçada
mas encarnada num meio ou forma previamente formulada. Isto forma a base
para muitos dos usos das energias sexuais na magia. O orgasmo é
usado para crear um vórtice de energia que é então
encarnado num corpo específico para que um certo resultado possa
ser manifestado na realidade. O resultado alcançado pode variar
de necessidades pessoais e físicas até a impregnação
dum símbolo para exploração de dimensões astrais
mais altas.O orgasmo, quando a ejaculação é adequadamente
controlada, pode ser usado para energizar certas imagens de grande pode,
estas imagens, evocadas e fixadas na mente, tomam forma e cream vida própria,
sendo de uso prático em muitos aspectos da Grande Obra.Os dois pré-requisitos
desta forma de magia sexual são a fixação da mente
no símbolo durante o processo e a obtenção de um orgasmo
extremamente intenso pelo prolongamento da estimulação. Os
dois fatores nunca podem ser postos de lado, portanto o pretenso mago deve
começar sua exploração imediatamente. A concentração
de uma imagem no olho da mente pode ser alcançada por prática
intensa das várias artes de concentração e visualização,
enquanto que o segundo fator, o de aumentar a intensidade orgasmática,
pode ser praticado através de vários exercícios encontrados
nas técnicas Alfa de magia sexual. Com este assunto em mente, é
importante vir a se compreender a relação entre ejaculação
e orgasmo. Orgasmo é uma experiência de êxtase sexual,
é normalmente atingida através da ejaculação,
não sendo, entretanto, sempre assim. Na magia sexual o orgasmo deve
ser atingido com certa voracidade e isto é melhor conseguido através
da retardação gradual da ejaculação durante
o processo sexual, levando a um nível mais alto de clímax
na ejaculação. Desta maneira, o entendimento dos magos sobre
a ejaculação e orgasmo tem muito mais a ver com o clímax
pleno de uma mulher do que uma simples emissão de fluidos. Esta
intensidade do orgasmo pode ser facilmente desenvolvida pela mulher, talvez,
até mesmo mais prontamente, pois a técnica da masturbação
feminina oferece um clímax muito mais forte e de maior valor mágiko
do que a simples emissão masculina.
A
Criação de Crianças Astrais
Como discutido antes, todas
as formas de sexo geram algum resultado. Sexo heterossexual gera crianças,
astrais ou físicas. Num ato sexual onde não há produção
ísica (um feto) então o resultado é astral. Pelo uso
do sexo uma criação pode ser formulada nos planos espirituais,
isto pode ser atingido tanto por uma técnica masturbatória
(alfa/beta) quanto por uma técnica utilizando parceiro (gamma/epsilon).
Esta criação pode tomar a forma de um elemental artificial
(elementar) que é programado para atingir certas metas e dissolver-se
após concluída a tarefa, ou um íncubo, que é
utilizado para se explorar suas próprias realidades internas.
crianças astrais também podem ser usadas para controlar sonhos
e girar 'a teia da Ilusão'. Controle onírico é um
aspecto importante da magia sexual, pois em seus ensinamentos o Tantrismo
oferece uma forma única de manipulação onírica
pela qual os sonhos podem ser controlados e usados para moldar a própria
realidade. Esta técnica de "Sonhar de Verdade" foi primeiramente
ensinada em cultos Draconianos do Egito e tornada popular nas adaptações
mais modernas do ocultismo encontrado nos escritos de Dion Fortune.
Assunção
de Formas de Deuses
Deuses Formas de deuses
(godforms) são um aspecto importante do treinamento oculto, contudo,
na magia sexual seu uso assume relevância máxima. normalmente,
a faceta sexual da forma-deus é exagerada para auxiliar no processo
de identificação. O verdadeiro personagem da forma-deus pode
incluir uma variedade de formas humanas e animais. Duas formas específicas
são de suma importância, as de Babalon e Therion. Num nível
superficial Babalon e Therion são simplesmente as máscaras
sexuais
feminina e masculina usadas nos ritos de natureza polarizada. Estas máscaras
devem ser assumidas sempre astralmente, invocando-se os poderes de Binah
e Chokmah. Quando isso ocorre com sucesso os resultados produzidos são
localizados em Daath, podendo então ser transferidos para qualquer
das Sephiroth mais baixas à vontade. Num rótulo mais esotérico,
contudo, os papéis de Babalon e Therion têm uma utilização
secreta."Há a pomba e há a serpente. Escolha a sua bem !
Ele, meu profeta, escolheu conhecendo a lei do forte e o grande mistério
da casa de Deus." Liber al Vel Legis 1 : 57 O extrato acima, do Livro da
lei, sugere um entendimento esotérico de Babalon e Therion. Babalon
sendo a pomba e Therion, a serpente. Eles representam não as técnicas
de magia hetero e homossexual, mas variações dentro de cada
técnica, por assim dizer, a habilidade de trabalhar magia polarizada
e apolar. O mago necessita entender ambos trabalhos e como eles podem ser
usados, ele também necessita dissolver o conceito de que há
uma simples divisão entre práticas heterossexuais e homossexuais.
Em magia sexual há quatro possibilidades distintas ou elementos
: Heterossexual, polarizado e apolar; Homossexual, polarizado e apolar.
Estas possibilidades incorporam o mistério do Forte (o Templo do
Mistério Quádruplo) e o Mistério da Casa de Deus (letra
Beth). Eles também envolvem o segredo do Magus. Além disso,
encontramos uma pista adjunta na associação animal do arcano
Magus, o pássaro Íbis. O Íbis é uma ave que
lava o ânus com seu próprio bico sendo então considerada
na mitologia como bissexual. Portanto, o mistério do Magus é
que ele é andrógino e não escolhe entre seus lados
homossexual ou heterossexual mas usa as variações de ambos
de acordo com a natureza do trabalho. Estas quatro possibilidades são
conhecidas como os elementos tântricos.
Os
Elementos Tântricos
Antes examinamos os vários
ciclos na Magia Sexual, isto é, as formações O e X
e a atribuição das letras gregas a estas operações.
Aqui, queremos ir mais longe
e esquematizar as quatro
ferramentas do mago. Considerando a atribuição, a quinta
ferramenta ou elemento é o Akasha e portanto é o próprio
mago, que deve ser uma mistura de todas as quatro possibilidades. As quatro
possibilidades como esquematizadas são vistas como :OO - O trabalho
Gamma de Magia heterossexual.XX - O trabalho Epsilon de Magia Homossexual.Cada
uma tem dois potenciais, a plena expressão de sua própria
modalidade e os elementos cruzados. A plena expressão inclui Gamma
de Gamma (Magia totalmente polarizada como em ritos puramente heterossexuais)
e Epsilon de Epsilon (Magia totalmente apolar como em ritos puramente homossexuais).
Esta forma de magia puramente apolar é muito volátil e é
mais utilizada em trabalhos Qliphóthicos e do Necronomicon.Entre
estes pólos estão dois outros potenciais, conhecidos como
"Os Elementos Tântricos Cruzados" e incluem :OX - O trabalho Gamma
usando assunção de formas de deuses como se fosse trabalho
Epsilon. (Por exemplo, macho e fêmea assumindo imagens de deuses
do mesmo sexo).XO - O trabalho Epsilon usando formas de deuses como fosse
trabalho Gamma. (Por exemplo, dois homens assumindo imagens de deuses de
sexos opostos).Estes elementos misturados são utilizados numa variedade
de trabalhos, sendo, conduto, imperativo ao mago entender estes papéis
e seus usos. No mais antigo dos mistérios, o Organismo Estelar (o
corpo astral) era atribuído ao deus Set, enquanto que os corpos
espirituais eram atribuídos ao deus Hórus. A batalha entre
estes deuses acirrou-se e o organismo integral pareceu dividir-se em partidos
opostos. Entretanto, a ligação descoberta entre os Deuses
das Estrelas e os Deuses do Fogo estava na corrente Lunar ou sexual, que
era governada por Thoth (o Íbis). Portanto, a Magia Sexual é
o método pelo qual as várias facetas do mago podem ser exploradas,
purificadas e integradas para formar uma nova identidade, estimulada pelo
impulso da Vontade Verdadeira.
A
Base Biológica dos Mistérios
As evidências aparecem
vindas dos lugares mais estranhos. Wilhelm Reich (1897-1957) era um arquimaterialista
e consorte de Sigmund Freud, que gastou a maior parte de sua juventude
em estudos de psicanálise e de ciências. Contudo, sua pesquisa
mais tardia concentrou-se na descoberta de 'Bions', células azuis
de energia parafísica que eram libertadas pelo fluxo livre da libido
expressa dentro do organismo. Seu trabalho teve empecilhos por parte do
governo e das igrejas da época e ele morreu na prisão em
1957 condenado por charlatanismo. Seu trabalho, porém, é
altamente relevante pois dá uma base científica para as antigas
teorias tântricas, especificamente as de que as secreções
sexuais do organismo, tanto macho quanto fêmea, produzem uma forma
especial de energia. Esta forma de energia era conhecida como Kalas no
oriente e pode mudar a concentração de acordo com a situação.No
não iniciado sexualmente há apenas quatorze kalas, entretanto,
naqueles com libido excessiva e orientação do Eu (Self),
os décimo quarto, décimo quinto e décimo sexto kalas
são despertados e o ciclo total é manifestado. Em corrupções
tântricas tardias estes kalas eram tidos fluírem apenas da
Shakti ou Sacerdotisa, mas isto não corresponde com os Mistérios
originais.Todos iniciados no Tantra tornam-se "Irmãs da Estrela
Prateada", por assim dizer, e portanto todos iniciados têm os Kalas
em atividade. O papel da "Irmã" é balancear as polaridades
dentro de si mesma e preencher as condições do Livro da Lei,
capítulo dois, verso vinte e quatro. Neste verso lemos sobre os
Eremitas, que vivem em camas purpúreas e são acariciados
por magnificentes mulheres bestiais com membros compridos e fogo nos olhos.
Este verso é uma descrição codificada de uma "Irmã"
em transe com os Kalas ativados, isto pode ser igualmente aplicado para
ambos os sexos. As frases-chave aqui são 'as camas purpúreas',
isto é, iluminadas pela Sahasrara Chakra e 'Fogo e Luz nos seus
olhos', isto é, elas estão em transe e a plena expressão
de su Vontade é expressa através delas. Aqui, entendemos
a base biológica da Magia Sexual, o fluxo e refluxo do universo
como refletido pelos Aeons acima nas secreções do organismo
e do ciclo dos Kalas abaixo.
A
Yôga do Sexo
Tantra é a yôga
do sexo, não requerendo, entretanto, uso de longas sessões
de Asana ou posturas peculiares. Requer, porém, a disciplina do
instinto sexual e sua modificação em formas utilizáveis
pelo Mago em sua busca por si mesmo (Self). No Tibet, por exemplo, o Tantra
é conhecido como "Prayôga" e a primeira coisa que se nota
nestes mestres Yogis é sus conduta sexual, o iniciado deve cultivar
sua libido e usá-la como outra de suas ferramentas mágikas.
Yôga Sexual é uma das mais secretas tradições
dos Yogis, mesmo no Gnosticismo era ensinada escondida sob o véu
do simbolismo. Por exemplo, na terminologia Gnóstica egípcia,
a Tumba era o símbolo do útero e, portanto, no pensamento
original Gnóstico percebemos que a morte e ressurreição
do Cristos, era, em certo nível, um mito sexual. Este mito reflete
a destruição do eu inferior (ego) e a afirmação
do Eu Mais Interno através do uso de Magia Sexual. É interessante
notar que no livro 'A Morte de Cristo' de Wilhelm Reich, uma interpretação
biológica similar do mito de Cristão é oferecida.
Em tempos mais recentes, a pesquisa de John Allegro (autor de "The Sacred
Mushroom and The Cross", "The Dead Sea Scrolls", "End of The Road, etc.)
foi um passo adiante e descobriu que o termo 'Christós' realmente
referia-se ao sêmen sagrado, outra sugestão velada referindo-se
aos Mistérios Sexuais Gnósticos. A Yôga do Sexo ou
Magia Sexual é uma parte importante da Vontade para se fortalecer,
pois oferece ao mago controle das partes instintivas de sua natureza e
estas, sem dúvida, têm a chave para muito mais poder. O sexo,
nos trabalhos de muitos psicólogos modernos é a conduta humana
suprema, embora possamos não aceitar esta afirmação,
sabemos que realizá-lo corretamente abre uma porta para um imensurável
poder pessoal.
Os
Chakras
O orgasmo pode ocorrer em
qualquer um dos seis chakras inferiores, mas se ocorre no sétimo,
então todos os chakras serão ativados através de meios
sexuais, a serpente sendo levantada dos centros mais baixos (através
de libido controlada) e no final resulta a união da serpente com
a pomba do Sahasrara Chakra. A energia que é levantada através
dos chakras é conhecida como Ojas e é absorvida dos fluidos
sexuais e redirecionada para a coluna vertebral no orgasmo, sendo secrecionada
no sêmen a energia não absorvida.O uso de feitiçaria
sexual como parte do desenvolvimento da Kundalini é um aspecto importante
dos ensinamentos tântricos (corresponde-se com Delta). Dá
ao mago controle sobre seu organismo e habilidade para controlar o largo
espectro de estados de consciência. Como pode ser rapidamente deduzido,
os sete estados de consciência podem ser relacionados aos sete chakras
e portanto ao uso correto do corpo, experimentar estados alterados de consciência
é possível e necessário como parte do processo de
desenvolvimento.
A
Luxúria e o Novo Aeon: Arcanos do TarotTarot
Nas chaves da Luxúria
e do Novo Aeon nós temos dois segredos da Magia Sexual, outros Arcanos
Tântricos do Tarot incluem 'A Torre' e 'O Enforcado'. Na fórmula
da Luxúria temos Babalon cavalgando aBesta (o Eu cavalgando o corpo)
que tem sete cabeças (os chakras) e está tocando o ventre
de Nuit. Por trás de Babalon a serpente ergue-se sugerindo o uso
correto da energia sexual para ativar os chakras e estimular os estados
intuitivos de consciência simbolizados por Babalon em seu aspecto
Saturnino. Babalon é claramente a representação de
Nuit nos mundos inferiores, o lado feminino do Eu (Self).Acima da representação
de Nuit estão dez serpentes projetadas, as sephiroth da Árvore
da Vida movendo-se em plena atividade através da conjunção
da Besta e de Babalon. O número desta carta é onze pelo arcano
e portanto refere-se à magia em ação; pela atribuição
hebraica é Teth ou nove, a serpente. Juntos, estes números
tornam-se vinte, as cartas do novo aeon para o qual é a chave.No
arcano do novo aeon temos Nuit, seu corpo arqueado por amor, algo como
o Graal, vertendo os Kalas para os Magos da Noite. Em seu ventre está
o trono real de Hadit, o poder do Eu (Self). A união de Hadit e
Babalon produz a criança conquistadora, Hórus, que é
o senhor do aeon representado na frente da carta. Ele representa os vários
'eus espirituais' do humano fluindo pelos Aeons, fortalecidos e individualizados
pela Vontade, simbolizado por Hadit. Para este arcano é atribuída
a letra Shin, o fogo secreto, o fogo da luxúria divina, cuja natureza
forja o Eu na glória de Nu.