A História do Erotismo

A Literatura Erótica através dos Tempos

A Idade Média e a Idade Moderna viram a liberdade extremada que era dada à literatura erótica na Antigüidade diminuir drasticamente. A ascensão da Igreja Católica, a criação do conceito de luxúria e o acirramento de conflitos religiosos fizeram crescer a censura imposta à literatura em geral. No que diz respeito ao gênero erótico, os livros que tocavam em questões religiosas eram logo proibidos e seus autores punidos. Apenas edições como as "Priapéias", sem nenhum conteúdo anti-religioso, recebiam autorização para serem impressas.
Alguns autores modernos, como Boccaccio e Ronsard, escreveram obras que abordavam o tema com uma linguagem refinada, sem utilizar termos de baixo calão, fazendo o amor parecer a coisa mais desejável do mundo. Outros, como Rabelais primaram pela obscenidade. Em seus escritos, este autor caçoava da ação sexual associando-a sempre às funções excrementícias e demonstrava desprezo pelas mulheres.

O século XVIII viu nascer muitas inovações na literatura erótica. O terror sexual produzido pela obra do Marquês de Sade, vinculando o prazer à dor, é um exemplo. Outro, os panfletos revolucionários franceses - livros eróticos que atacavam a realeza e a corte, escritos por autores chantagistas que esperavam extorquir gordas somas de suas vítimas. E também o surgimento de autobiografias como a de Jean Jacques Rousseau, que conta, além de sua vida pública, os seus amores e revela seus encontros sexuais.

A produção erótica se expandiu durante todo o século XIX quando surgiram importantes obras do gênero na Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra. Foi neste século também que o Ocidente descobriu obras orientas como o Kama Sutra e Er Roud el âater fi nezaha el khater - traduzido para o francês como O Jardim Perfumado.
No início do século vinte, a abordagem de temas como homossexualismo e o culto ao amor físico povoaram a produção de autores como D. H. Lawrence e Oscar Wilde que causaram impacto e foram acusados de pornográficos e corruptores.
Hoje, as bancas de jornal vendem livremente revistas sobre sexo, fartamente ilustradas e romances populares de forte apelo erótico. O realismo da ficção televisiva e cinematográfica, no que diz respeito a relacionamentos sexuais, coloca a questão: existem barreiras entre pornografia