|
|||
|
A Idade Média e a Idade Moderna viram a liberdade extremada
que era dada à literatura erótica na Antigüidade
diminuir drasticamente. A ascensão da Igreja Católica,
a criação do conceito de luxúria e o acirramento
de conflitos religiosos fizeram crescer a censura imposta à literatura
em geral. No que diz respeito ao gênero erótico, os livros
que tocavam em questões religiosas eram logo proibidos e seus
autores punidos. Apenas edições como as "Priapéias",
sem nenhum conteúdo anti-religioso, recebiam autorização
para serem impressas. O século XVIII viu nascer muitas inovações na
literatura erótica. O terror sexual produzido pela obra do Marquês
de Sade, vinculando o prazer à dor, é um exemplo. Outro,
os panfletos revolucionários franceses - livros eróticos
que atacavam a realeza e a corte, escritos por autores chantagistas
que esperavam extorquir gordas somas de suas vítimas. E também
o surgimento de autobiografias como a de Jean Jacques Rousseau, que
conta, além de sua vida pública, os seus amores e revela
seus encontros sexuais. |
|||