| A História do Olho |
A
História do Olho
Contudo, antes de escrevê-las, Bataille, que era ligado aos surrealistas, publicou alguns livros obscenos, como A História do Olho (1928), que narra a iniciação sexual de um jovem de 16 anos, sendo as descrições mais cruas misturadas com reflexões sobre sexo, morte e religião. |
|
A Vénus das Peles
|
|
A Vénus das Peles
Leopold von Sacher-Masoch não é considerado um grande escritor da língua alemã, como Sade o foi da língua francesa. Mas, da mesma forma que o nome deste último autor estará para sempre ligado às fantasias sexuais do homem, o do primeiro está intimamente ligado ao termo masoquismo. A obra mais famosa de Sacher-Masoch (1856-1895) é A Vênus das Peles (1870) conta a história de Severin von Kusiemski, fascinado por peles e auto-sofrimento, que consegue convencer uma bela mulher a maltratá-lo e submetê-lo sem dó. |
|
As Onze Mil Varas
|
|
Para Picasso, este livro era a obra-prima de seu amigo e poeta Guillaume Apollinaire (1880-1918). Há um certo exagero do pintor, já que Apollinaire nos deixou obras muito mais importantes na poesia do que na pornografia. Mas As Onze Mil Varas, publicado clandestinamente em 1907, é com certeza um dos pontos altos da literatura erótica. Um erotismo "inumano", segundo Alexandrian, num "romance cheio de atrocidade" que "inspiraria um horrível mal-estar se Apollinaire não soubesse mantê-lo num grau de exagero poético que o sublimava, a ponto de fazer dele um alegre jogo do espírito". No livro, as peripécias sexuais do príncipe Mony Vibescu são contadas em todos os pormenores nojentos e selvagens.
|
| O Decamerão, de Bocaccio |
|
O Decamerão, de Bocaccio A literatura de cada época é também seu retrato, e o obscurantismo da Idade Média enterrou com ele a cultura, especialmente aquela voltada para as atividades eróticas. Apenas no fim desse período vamos encontrar novas manifestações nesse gênero. Aqui registraremos uma obra-prima do erotismo: O Decamerão, de Giovanni Bocaccio. Nas dez histórias, como indica o título,
que compõem o livro todo tipo de estripulias sexuais são
narradas. Pela obra, o autor tornou-se persona non grata para o clero,
uma vez que muitos dos personagens de seu livro são padres e freiras
que trepam desvairadamente.
|
| Lisístrata - A Greve do Sexo |
Lisístrata
- A Greve do Sexo
Esta comédia do grego Aristófanes (cerca de 455 a C. - cerca de 375 a C.) é uma das mais deliciosas peças do teatro grego clássico. Lideradas por Lisístrata, as mulheres das cidades-Estado de Atenas, Esparta, Beócia e Corinto resolvem fazer uma greve de sexo contra os respectivos maridos, que há vinte anos travam uma guerra que parece não ter fim. A linguagem maliciosa marca a comédia e, ao mesmo tempo alude ao sexo, questiona o poder masculino e defende a liberdade da mulher. Lisístrata tem tanto de insinuação erótica quanto de feminismo explícito. |
| Kama Sutra |
Kama
Sutra
O Kama Sutra foi escrito pelo hindu Vatsyayana, sobre o qual se sabe muito pouco, nem mesmo o período exacto em que viveu talvez entre o século I e IV d.C. É, de facto, uma das mais célebres obras sobre a arte de amar e foi escrito talvez com o intuito não de excitar a imaginação, mas sim ensinar os amantes a obterem o máximo de prazer, dentro das regras sociais e religiosas da sociedade em que foi escrito. Por isso, o autor enumera uma grande variedade de posturas sexuais, carinhos eróticos e formas de abordagem amorosa, descrevendo também as suas vantagens. Escrito com grande objectividade, é um monumento da literatura pela poesia e requinte de exposição. |
| Lolita |
Lolita
O escritor de origem russa Vladimir Nabokov (1899-1977) é muito famoso devido à sua (também famosa) obra Lolita, que conta a história da obsessão sexual de um homem de meia idade por uma menina de doze anos uma ninfeta, termo criado pelo próprio escritor. Considerado escandaloso na época em que foi publicado, no final da década de 50, Lolita esbanja sensualidade e perversão, mas nunca cede à linguagem libertina nem pornográfica. |
| O Amante de Lady Chatterley |
|
As décadas de vinte e trinta foram pródigas em autores eróticos, como Anais Nin e Henry Miller, por exemplo, que foram amantes. Miller escandalizou várias gerações com suas descrições despudoradas sobre o amor. |
| O Livro Negro do Amor, do Marquês de Sade |
O
Livro Negro do Amor, do Marquês de SadeBocaccio fez tanto sucesso em sua época que entrou para a História. Muitos autores seguiram seus passos e escreveram suas próprias coletâneas de histórias no gênero. Entre eles o Marquês de Sade, que publicou o seu Livro Negro do Amor, muito semelhante a O Decamerão. Sade tornou-se um dos mais importantes autores
de erotismo e sexo de todos os tempos, e seu nome virou sinônimo
do erotismo bizzarro e violento. Ele passou a maior parte de sua vida
na cadeia, justamente por seus hábitos estranhos, e lá,
na Bastilha, a célebre prisão francesa, escreveu talvez
o mais terrível livro erótico de todos os tempos: Os 120
Dias de Sodoma. |