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Derivado do grego aphrodisiakós, o termo “afrodisíaco” data de aproximadamente 5.000 anos e provém do nome Afrodite – a deusa do amor e da beleza na mitologia grega – também conhecida por Vênus, (em latim) filha de Zeus e Dione. De acordo com o mito, Afrodite nasceu na concha de uma ostra quando Cronos matou e castrou seu pai, jogando os testículos no oceano. Eram conhecidos na Antigüidade, nas culturas egípcia, grega e romana. As referências revelam que o mais antigo afrodisíaco era um pó de pênis de crocodilo seco, recomendado pelos egípcios. Os afrodisíacos são drogas, substâncias químicas ou odores aos quais
é atribuída a ação de aumentar o desejo e manter a excitação sexual
em homens e mulheres. Não há fundamentação científica quanto à eficácia
da maioria das substâncias afrodisíacas na resposta sexual adequada
dos indivíduos. O que se conhece até o momento é que algumas substâncias
agem sobre os sistemas nervoso central e circulatório e que podem resultar,
como efeito secundário, na melhoria do desempenho sexual. Há substâncias,
porém, que causam efeitos danosos ao organismo como a cantárida ou "mosca
espanhola", um besouro do qual se faz um pó, que provoca irritação urogenital
associada a maior afluxo de sangue no pênis, levando o usuário a ter
sensação de maior tempo de ereção.
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| Tipos | |||
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A procura por produtos que estimulam o prazer pode ser observada ao longo da história da humanidade, principalmente nos livros eróticos orientais – manuais chineses, hindus e árabes. Já os Romanos, no tempo do Império, acreditavam que saborear testículos de cavalo era garantia para um bom desempenho sexual. Os chineses, por sua vez, incluíam insetos em seu cardápio, pois acreditavam que serviam para aumentar o desejo sexual. O imperador asteca Monctezuma tomava uma taça de chocolate antes de um relacionamento sexual, costume adotado posteriormente por Casanova (que consumia também 50 ostras por dia) e pelo marquês de Sade. A suposta eficácia dos elementos considerados afrodisíacos era atribuída à aparência entre alguns deles (raízes, legumes, partes de animais) e os órgãos sexuais ou sua ação como estimulante do sistema nervoso. O mito do nascimento de Afrodite também contribui para associar os afrodisíacos a alimentos provenientes do mar. Alguns afrodisíacos, como as bananas, os aspargos, os figos, os pêssegos e as cenouras, têm formato semelhante aos órgãos sexuais. Consomem-se também partes de animais tidas como potentes afrodisíacos, muitos considerados fálicos, como chifres de animais machos (na Europa), bicos de pássaros chifre de rinoceronte branco (sudeste Asiático e China) e testículos de animais. Os afrodisíacos são encontrados na forma de bebidas, alimentos, odores, ervas, produtos químicos e outras substâncias que aumentam a libido. O ambiente acolhedor e sensual, os rituais de conquista, a combinação de cores e música, o comportamento, os objetos de vestuário e adornos contribuem para a criação do clima erótico. Na forma de alimento, os pratos afrodisíacos existem na culinária da maioria dos povos e ganham popularidade em datas especiais, como é o caso do dia dos namorados. Há aqueles considerados exóticos em algumas culturas, como os testículos de macaco na Ásia, de touro na América, de cordeiro e bode em outros lugares do mundo. No Brasil, a Bahia se destaca por conferir a muitos alimentos uma finalidade afrodisíaca, reforçando a quantidade de gordura e pimenta nos pratos típicos. Na região Norte há pratos cujos ingredientes principais são raízes, folhas e frutos que, de acordo com a tradição indígena, estimulam o apetite sexual. Há substâncias, no entanto, que são consideradas afrodisíacas mais por estarem relacionadas a sensações agradáveis ao paladar e ao olfato do que pela possibilidade de agirem diretamente no desempenho sexual, como é o caso do morango e dos doces
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As substâncias que inibem o excesso de desejo sexual são conhecidas como anafrodisíacos. A maioria provém de plantas, como a manjerona e o lúpulo, este que além de anafrodisíaco, teria a propriedade de curar a espermatorréia. Por muito tempo acreditou-se que o salitre teria propriedades para inibir o desejo sexual. Drogas como a cocaína, a maconha e o álcool também podem ter efeitos anafrodisíacos.
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São considerados os afrodisíacos naturais exalados no ambiente pelo ser humano ou animais, provocando desejo sexual àqueles da mesma espécie. Os feromônios estabelecem uma comunicação química entre as secreções e odores dos corpos. Embora seu cheiro não seja perceptível, estudos comprovam que exercem um grande poder de atração. Os odores do homem e da mulher provêm das seguintes estruturas: |
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